Um novo empreendedor: os primeiros passos – Parte I

Quais as principais lições aprendidas por empreendedores no início de carreira?

Em uma série de três artigos, vamos acompanhar o início da carreira de um empreendedor, desde a criação da startup, a decisão de largar o emprego, os medos e todos os momentos que marcam a vida de quem decide empreender. O personagem desses artigos é Tiago Sizenando, 31 anos, belo-horizontino e sócio da Cybergia. Para cada momento relatado, serão apontados aprendizados necessários para aquele estágio em que se encontra o empreendedor.

O foco neste artigo é nos primeiros passos, o interesse sobre empreendedorismo, a oportunidade do negócio e a decisão de largar o emprego para empreender.

A importância da inspiração

Como muitos dos novos empreendedores, Tiago também começou a se interessar pelo tema a partir de história de grandes empreendedores. “Minha aproximação com o mundo do empreendedorismo começou com a admiração pelos empreendedores que decidiram correr riscos em troca da estabilidade que tinham (ou poderiam ter) como empregados e transformaram uma ideia em realidade”, revela. Inspirar-se por grandes histórias pode ajudar a motivar para estabelecer sonhos grandes; e empreendedores vivem de sonhos grandes.

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Oportunidades surgem da multidisciplinariedade

Como ensinou Steve Jobs, você não conecta os pontos olhando para frente, você só os conecta olhando para trás. As aulas de caligrafia que Jobs assistiu na Reed College que levaram anos depois às diferentes fontes no Mac ilustra como as oportunidades surgem quando somamos áreas diversas. A Cybergia, startup fundada pelo Tiago, também é um resultado dessa soma. “A visão do que seria a Cybergia começou em 2012 quando um dos sócios, que é médico com doutorado em Ciência da Informação, me convidou para fazermos um curso online sobre empreendedorismo tecnológico ofertado pela Universidade de Stanford”, conta. Tiago ainda explica que a oportunidade de negócio surgiu principalmente pela multidisciplinaridade trazida por esse sócio, somada ao curso, que amadureceu algumas ideias.

O ponto da virada para o empreendedor

Continuar no trabalho atual enquanto empreende ou largar tudo para se dedicar à startup? Muitos empreendedores comentam que essa situação pode virar um círculo vicioso: o empreendedor não larga o emprego para se dedicar à startup pois não há sustentabilidade financeira, mas sem dedicar o tempo que a startup precisa, ela nunca atingirá a sustentabilidade. Sobre esse tema, pelo qual passou recentemente, Tiago comenta: “Quando a Cybergia foi constituída, eu trabalhava em uma grande empresa de projetos de Engenharia e tentei conciliar as atividades. Com o passar do tempo, essa situação se mostrou insustentável, pois ambas as atividades exigem muita dedicação para que sejam bem realizadas. Decidi largar o emprego quando conseguimos uma incubação que nos interessava e ficou claro que todos os sócios dedicariam a maior parte do tempo para a startup.”

Cada empreendedor vai passar por essa dúvida em algum momento. Planejar o tempo e ter alinhamento entre os sócios é a solução para quem se divide entre outros empregos e projetos.

No próximo artigo continuamos a acompanhar os primeiros passos da Cybergia, conhecendo como a startup trabalhou o desenvolvimento do produto e dos clientes.

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