Um novo empreendedor: os primeiros passos da Startup – Parte II

As lições aprendidas por um novo empreendedor sobre investimento e como realizar as primeiras vendas

Este é o segundo artigo da série que acompanha o início da carreira de um empreendedor: a criação da startup, a decisão de largar o emprego, os medos e todos os momentos que marcam a vida de quem decide empreender. O personagem desses artigos é Tiago Sizenando, 31 anos, belo-horizontino e sócio da Cybergia, startup da área de saúde que oferece um sistema que capacita usuários a adotar naturalmente hábitos de vida saudáveis. Vamos apontar em cada artigo os aprendizados importantes para empreendedores que se identificam com cada uma das fases de abertura de um novo negócio.

No primeiro artigo, conhecemos os primeiros passos de um novo empreendedor, da identificação da oportunidade de negócio até a decisão de largar o emprego. Leia o primeiro artigo da série: Um novo empreendedor: os primeiros passos – Parte I

Agora vamos conhecer o início do desenvolvimento da startup: a captação de investimentos e os primeiros clientes.

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Bootstrapping, editais e investidores

olho emp IIComo conseguir o capital necessário para iniciar as atividades da startup? Muitos empreendedores adotam a estratégia do bootstrapping, que significa utilizar os próprios recursos para financiar as atividades. Nesse caso, como os recursos são mais limitados, a startup tem um foco muito grande nos primeiros clientes, no desenvolvimento do produto e na validação das hipóteses. Outros procuram desde o início investidores que em troca do investimento recebem parte da sociedade da startup.

A decisão de qual estratégia adotar cabe ao empreendedor. “Os primeiros meses da startup foram financiados integralmente com recursos dos próprios sócios, o que é fundamental nesta fase inicial e faz parte do investimento que se faz na própria ideia. Após alguns meses, porém, precisamos de investimentos maiores e conseguimos em programas de inovação do SEBRAE e do SESI”, afirma Tiago.

Ficar atento a editais e programas de apoio é a dica para novos empreendedores. “Não temos nenhum investidor direto na empresa, mas levantamos ótimas quantias para o financiamento inicial apenas por meio de editais públicos e programas de incentivo a startups” explica Tiago. Ele ainda acrescenta que é importante acompanhar semanalmente todos os editais lançados e programas de incentivo disponíveis, além dedicar um tempo para elaborar um bom texto base que cubra os principais pontos cobrados em todos os editais e planejar uma submissão sistemática para todos.

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Os primeiros clientes

Seja com capital próprio ou de investidores, a startup precisa dos primeiros clientes para validar o produto e ter os primeiros faturamentos. Tiago conta sobre a estratégia que adotaram para os primeiros clientes da Cybergia, cujo modelo de negócio é B2B, ou seja, a venda é realizada para outras empresas. “Como nossos clientes são outras empresas, o ciclo de vendas é um pouco longo e deve ser tratado com estratégia e paciência. Nossas primeiras tentativas foram com pessoas previamente conhecidas que abriram as portas das empresas sem qualquer restrição, mas também sem necessariamente precisar do que oferecemos”, explica. Tiago ainda diz que aprendeu que a melhor maneira de encurtar o ciclo de vendas para os primeiros clientes de uma startup com um produto ou serviço inovador é buscar aqueles que já praticam ou possuem algum tipo de solução para o problema que você está tentando resolver. Utilizar a própria rede de contatos e buscar aqueles já abertos à inovação resumem uma boa estratégia de captação dos primeiros clientes.

No próximo artigo continuamos acompanhando os primeiros passos da Cybergia, além de entender como os empreendedores planejam o futuro da startup.

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