O valor de produtos e serviços ruins

O fundador da Virgin, Richard Branson, é fã de produtos e serviços ruins. E ele tem um ótimo motivo pra isso

Festivais de música. Companhia aérea. Serviços financeiros. Hoteis. Segmentos de negócios completamente diferentes, mas com um ponto peculiar em comum: a atuação do Virgin Group, que tem Richard Branson como CEO. Ele é conhecido por investir em empreendimentos de diversos setores, e se orgulha disso. Sua premissa básica é simples: produtos e serviços nem sempre precisam ser completamente inovadores, só precisam ser melhores que os que já são oferecidos. Por isso, o empresário “adora” passar por experiências frustrantes ao utilizar produtos e serviços. Para Branson, eles são o melhor briefing para desenvolver seu próximo negócio.

Em vez de tentar elaborar uma ideia completamente nova, pense no último contratempo que você teve com alguma empresa. O que você faria diferente? O que é uma prática ultrapassada? O que você pode faria para oferecer uma experiência melhor? “Se você não gosta de alguma coisa, faça você mesmo. E faça melhor.” Um excelente mantra em tempos de valorização da experiência do usuário e que está na essência de algumas marcas que são cases de sucesso.

A Netflix não foi uma evolução apenas do serviço de “aluguel de vídeos”, mas mudou a forma como as pessoas consomem entretenimento pela internet. O Uber não inventou o transporte particular remunerado, apenas otimizou um serviço já existente. E por falar em Uber, a dica de Richard Branson pode ser ótima para o cenário que a empresa enfrenta no Brasil. As propostas de regulamentação do serviço, que vão desde multar os motoristas (no Rio de Janeiro) a criar uma plataforma que unifique as chamadas e os preços de táxi e Uber (Belo Horizonte), colocam em risco o funcionamento original do aplicativo. Pode ser uma mudança frustrante não só para a empresa, como para seus usuários. Mas… e aí? Como será que dá para fazer melhor?

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