O que o Pokémon Go pode ensinar para a sua startup

Em dois dias, o app Pokémon Go atingiu números que muitas startups nunca conseguiram. Veja o que você pode aprender com esse sucesso

Imagine lançar um aplicativo e em dois dias conseguir mais usuários diários engajados do que o Twitter, mais tempo de uso do que o Facebook ou o Instagram, e estar presente em mais celulares do que o Tinder. Parece impossível, mas é o que a Nintendo conseguiu com Pokémon Go, um jogo de realidade aumentada que traz de volta a franquia para as ruas das cidades através dos smartphones.

O app alcançou um feito que muitas startups não conseguem. A Nintendo, por sua vez, mais do que dobrou seu valor de mercado, subindo US$ 7,5 bilhões. Isso porque ela soube monetizar, construir uma base (gigante) de usuários e encontrar diferentes fontes de receita no aplicativo. O que as startups podem aprender com esse incrível sucesso?

Pokemongo

1. Realidade aumentada não é só tendência, mas uma grande oportunidade de negócio

Realidade aumentada é a sobreposição de elementos virtuais no ambiente real. Por meio de lentes especiais ou dispositivos móveis, empreendedores estão aplicando a realidade virtual em áreas como jogos, educação, arquitetura e bioengenharia. O diferencial do game foi juntar essa tendência a Pokémon, uma franquia mundialmente conhecida, o que permitiu o rápido aprendizado e entendimento pelos usuários.

Não é só a Nintendo que está lucrando com o novo game. Empreendedores estão aproveitando a febre para transformar suas lojas/sedes em atrativos para usuários. Uma pizzaria em Nova York, por exemplo, gastou US$ 10 em compras no app para atrair mais Pokemóns para sua área. Diversos usuários começaram a se dirigir para o local para capturá-los e as vendas aumentaram em 75%.

A rede McDonald’s, por sua vez, quer transformar todas as suas lojas em PokéStops (locais onde os usuários podem encontrar itens relevantes para o jogo). Se hoje as empresas focam em ações promocionais nas redes sociais e algumas intervenções offline, quais oportunidades a realidade aumentada trará para o mobile marketing?

2. Leva-se tempo para um sucesso instantâneo

A história do criador do Pokemon Go, John Hanke, começou 20 anos atrás. Depois de criar seu primeiro jogo multiplayer online, ele decidiu seguir sua paixão de mapear o mundo. Após ser adquirido pelo Google, seu projeto de mapeamento e fotos aéreas deu origem ao Google Earth. Posteriormente, dirigiu as equipes que criaram o Google Maps e o Street View.

Em 2014, uma brincadeira de 1º de Abril do Google, em que usuários poderiam navegar pelo Google Maps e encontrar Pokémons, se tornou viral. A partir disso, John começou a levantar investimento para tornar o jogo real.

O sucesso do aplicativo foi instantâneo, mas levou anos para ideias e tecnologias se convergirem em um produto. Hanke não acordou um dia com a ideia do jogo, mas foi somando uma série de oportunidades ao longo da sua trajetória.

3. A importância da visibilidade nas redes sociais

Vídeos de pessoas correndo em parques com um celular na mão, fotos de Pokémons sendo encontrados em lugares conhecidos ou inusitados e outras “pérolas” do jogo estão sendo compartilhadas diariamente nas redes sociais. Isso torna a experiência ainda mais desejável para aqueles que não possuem o app. Além disso, Pokémon Go não precisou falar de realidade aumentada e nem explicar como funciona, pois, seus próprios usuários fazem esse papel.

Lançado em 30 países nas duas últimas semanas, a expectativa é que o jogo chegue ao Brasil nos dias 20-21/07. Como será que os nossos usuários se comportarão frente a essa febre? E melhor: como nossos empreendedores aproveitarão a oportunidade?

Via 1, 2, 3

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