É ruim, mas é bom: porque saber criticar ajuda sua empresa a crescer

Uma crítica pode determinar o fracasso ou o sucesso de um projeto. A diferença está em como fazê-la

Não tem jeito: ouvir uma crítica é sempre chato. Ninguém gosta de escutar que o trabalho feito está, por alguma razão, abaixo da expectativa. Porém, muita gente acha o outro lado da moeda tão ruim quanto. Criticar um colega pode ter um grande impacto na confiança e na performance dele e até no relacionamento entre vocês – especialmente se for uma crítica dura. Bom, se ninguém gosta de criticar ou ser criticado, a solução seria nunca mais dar um feedback negativo? Claro que não. O que precisamos é de aprender a criticar.

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Críticas não devem ser punição, mas sim ajuda para que os funcionários de sua empresa aprendam com os erros

 

Em primeiro lugar, é preciso estar confiante o suficiente para apresentar uma crítica. Estudos mostram que muitas pessoas preferem ficar caladas porque têm medo de serem criticadas de volta, ou ainda de estremecer os relacionamentos que têm dentro da empresa. Mas já parou para pensar que essa é uma atitude, de certo modo, egoísta? Para manter uma posição ou não serem vistos como “os chatos”, essas pessoas arriscam o sucesso de uma ideia ou projeto. E mais: ao não apontar os erros de um colega, você tira dele a oportunidade de reconhecer os equívocos e aprender com eles.

Uma vez identificada uma situação a ser criticada, a segunda pergunta é: como? Pode parecer clichê, mas é muito importante diferenciar a crítica destrutiva da construtiva. A crítica destrutiva é aquela que, pela escolha de palavras ou do tom de voz, dá a entender que a razão do resultado abaixo do ideal é por incapacidade e não por ações equivocadas. Dizer, por exemplo, que “é claro que quem fez isso não é muito esperto” implica que o fator que levou ao erro jamais poderá ser mudado – além de ser um tanto ofensivo. Normalmente, críticas assim não são efetivas e levam à perda de confiança.

Por outro lado, ser educado e focar no processo torna uma crítica de fato útil para quem a recebe. Um bom exercício, inclusive, é escrever os pontos principais da opinião que você quer dar, prestando a atenção em como você gostaria que ela fosse recebida. Uma grande ajuda é explicar como os processos poderiam ser modificados para dar um resultado melhor. “Esse ponto poderia ter sido pesquisado mais a fundo para basear melhor a proposta” dá um ponto de partida concreto, por exemplo. Já “a proposta ficou mal explicada”, nem tanto.

Criticar é uma atividade que exige paciência, tato e uma dose de coragem. Porém, não devemos fugir dela. Dar feedbacks construtivos para nossos colegas é uma forma de ajudá-los a melhorar. Mas, mais do que isso, é uma forma de contribuir para uma cultura de confiança dentro da empresa e do próprio modelo de negócio. Assim, todos crescem juntos.

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