Como o rebaixamento da nota do Brasil afeta as startups

Na última quinta feira o Brasil foi “rebaixado” pela Standart & Poor’s e perdeu seu selo de “bom pagador”. Como isso afeta o ecossistema de startups?

Desde o começo de 2015, o histórico do preço do dólar mostra a economia do Brasil já teve dias melhores. A situação se agravou na última quinta-feira, quando a Standart & Poor’s, agência de classificação americana, rebaixou a nota do Brasil para “BB+”. Essa “nota” é uma avaliação sobre a capacidade de empresas e países pagarem suas dívidas. A medição orienta investidores a respeito do grau de risco de determinados investimentos. Com o rebaixamento, o Brasil perdeu o selo de “bom pagador”. A variação negativa afeta todo o país e não é diferente no caso das startups.

O primeiro efeito natural é a maior dificuldade de financiamento. Como essa restrição afeta a cadeia produtiva como um todo, o impacto também chega de outras formas: taxas (ainda) maiores para o dólar e alta na taxa de juros. É hora de ser ainda mais criterioso e atento com o fluxo de caixa da sua startup e dar atenção especial ao plano de negócios.

Um planejamento responsável, mas capaz de demonstrar oportunidades, é a melhor arma de um empreendedor em busca de investidores nesse cenário. É hora também de botar em prática um dos maiores mantras das startups: transformar desafios em aprendizado. Gerir um negócio em períodos difíceis é uma verdadeira escola. Como pontuou o jornal francês Le Monde, ao comentar o rebaixamento de nota brasileiro: “Esta crise política, econômica e moral do Brasil talvez seja a etapa que ele precisa ultrapassar, para adentrar uma nova fase de seu desenvolvimento. Contanto que a paralisia política não perdure e o clima emocional se amaine, o Brasil pode sair fortalecido dessa provação”. Vamos torcer (e trabalhar!) para que sim.

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